A francesa Astrid Terzian resolveu juntar uma de suas paixões com sua preocupação com o ambiente para criar o conceito da máquina de refil de vinhos. Ela deu início a essa ideia em 2008, quando desistiu de seu sonho de comprar uma vinícola para partir para as vendas do produto. Sua primeira máquina foi instalada em junho de 2009, na cidade de Dunquerque, na França. Agora, diversos supermercados franceses já possuem o equipamento. Basta trazer sua garrafa – seja ela de vidro, plástico ou até um cantil – e encher. Sem necessitar de embalagem, o produto fica mais barato: o preço para o consumidor final é de 1,45 euros por litro. Sem falar que o meio ambiente agradece o reaproveitamento dos recipientes. Os vinhos disponibilizados nas máquinas têm procedência variada e funcionam como uma bomba de gasolina. Voce compraria vinho assim?.
domingo, 17 de julho de 2011
sábado, 23 de abril de 2011
Vinho com Chocolate, Páscoa perfeita
A tradicional bacalhoada, o chocolate e a colomba pascal dão um gostinho especial nos almoços de páscoa. Para que a refeição fique ainda mais gostosa, nada como um bomvinho para ser harmonizado com os pratos servidos na semana santa. A Pernod Ricard dá algumas sugestões para quem não quer errar na hora de escolher um vinho para a data. As dicas são do sommelier da Pernod Ricard, Alexandre Ferrari.
Bacalhau - Tradicional na páscoa, o Bacalhau pode ser feito de diversas formas. As mais conhecidas - Gomes de Sá e bacalhau à Brasileira – são uma explosão de sabores. Graças à essa grande variedade de ingredientes e gostos, muitas vezes, o consumidor não sabe qual vinho escolher para harmonizar com a iguaria.
“A melhor opção na escolha dos vinhos vai sempre de acordo com a preferência pessoal. O Bacalhau pode ser harmonizado tanto com tinto quanto com vinho branco, porém alguns detalhes devem ser levados em consideração, como os ingredientes da receita.” Afirma Ferrari.
O Bacalhau com um toque mais condimentado, como é o caso do à moda Brasileira, pode ser harmonizado com um vinho mais estruturado e encorpado como o Marques de Arienzo Reserva - o rótulo passou 2 anos em barricas de carvalho americano, o que lhe garante toque de frutas maduras e especiarias. Já a tradicional receita do bacalhau à Gomes de Sá pode ser harmonizada com um chadornnay francês e perfeito para pratos com textura suave e delicados no paladar.
Chocolate - Apesar de não ser muito freqüente, o vinho e chocolate rendem uma bela combinação. Amargo, preto, ao leite, branco, com castanhas ou frutas, o chocolate oferece um gosto só dele. “O sabor doce do chocolate pede um vinho potente e estruturado, como os vinhosfortificados. Neste caso, o vinho potente diluirá a gordura do chocolate e ressaltará o açúcar” explica Ferrari.
Para os chocolates amargos a sugestão é o vinho do Porto estruturado e encorpado, o rótulo possui sabores complexos, graças aos 5 anos em barrica de carvalho. Para os chocolates brancos a indicação é do vinho Sandeman Tawny Porto , perfeito para acompanhar receitas feitas com esse tipo de chocolate, pois possui corpo leve e intenso.
Colomba Pascal - Ao contrário do que se pensa, a colomba pascal é diferente do panetone. Com diferentes coberturas e recheios como amêndoas, chocolate e glacê, por exemplo, a colomba pascal também pode ser harmonizada com vinhos. Para a receita tradicional de colomba, o sabor suave da colomba combina perfeitamente com a doçura e delicadeza do vinho de sobremesa.
Creditos: http://saboresdovinho.blogspot.com
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Estudo sugere que vinho caro é desperdício, pois consumidor não nota diferença
Vinhos mais baratos podem ter o mesmo efeito em termos de paladar que garrafas mais caras, segundo um estudo britânico.
No total, 578 pessoas participaram de uma degustação às cegas durante o Festival de Ciência de Edimburgo, na Escócia, e só na metade dos casos conseguiram identificar quais eram os vinhos caros e quais eram os mais baratos.
Eles experimentaram diversas variedades de vinhos tintos e brancos com preços menores que 5 libras (R$13) e outras safras consideradas superiores vendidas a preços entre 10 e 30 libras (R$ 26 e R$ 78). Na degustação, também havia garrafas de champagne de 17 libras (R$ 44) e de 30 libras (R$ 78).
Os participantes tinham de dizer, então, quais eram os vinhos baratos e quais eram os caros. Mesmo sem saber a resposta, eles teriam 50% de chance de acertar. E foi exatamente isso o que aconteceu.
A conclusão, para os pesquisadores da Universidade de Hertfordshire, é que muita gente não consegue distinguir os vinhos pelo paladar e pode estar pagando mais caro apenas pelo rótulo.
"Estes resultados são impressionantes. As pessoas não conseguiram notar a diferença entre vinhos caros e baratos, então nesse momento de dificuldades financeiras a mensagem é clara: os vinhos baratos que testamos tinham um gosto tão bom quanto as garrafas caras", disse o psicólogo Richard Wiseman, que conduziu o estudo.
No total, 578 pessoas participaram de uma degustação às cegas durante o Festival de Ciência de Edimburgo, na Escócia, e só na metade dos casos conseguiram identificar quais eram os vinhos caros e quais eram os mais baratos.
Eles experimentaram diversas variedades de vinhos tintos e brancos com preços menores que 5 libras (R$13) e outras safras consideradas superiores vendidas a preços entre 10 e 30 libras (R$ 26 e R$ 78). Na degustação, também havia garrafas de champagne de 17 libras (R$ 44) e de 30 libras (R$ 78).
Os participantes tinham de dizer, então, quais eram os vinhos baratos e quais eram os caros. Mesmo sem saber a resposta, eles teriam 50% de chance de acertar. E foi exatamente isso o que aconteceu.
A conclusão, para os pesquisadores da Universidade de Hertfordshire, é que muita gente não consegue distinguir os vinhos pelo paladar e pode estar pagando mais caro apenas pelo rótulo.
"Estes resultados são impressionantes. As pessoas não conseguiram notar a diferença entre vinhos caros e baratos, então nesse momento de dificuldades financeiras a mensagem é clara: os vinhos baratos que testamos tinham um gosto tão bom quanto as garrafas caras", disse o psicólogo Richard Wiseman, que conduziu o estudo.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Roteiro mostra o melhor dos vinhos que são produzidos em Portugal.
Os repórteres Luiz Paulo Mesquita e Sandra Moreyra foram até Portugal conhecer as terras que produzem os vinhos consumidos no Brasil.
País pequeno, espremido na pontinha da Península Ibérica, Portugal foi povoado por romanos, bárbaros, mouros e judeus. Cada um trouxe uma cultura diferente para formar um dos povos mais misturados de toda a Europa. Talvez pela geografia, talvez pela mistura das gentes, esse país sempre teve o mar como destino.
Reis da navegação, os lusitanos foram para todos os cantos do mundo. Mas há um Portugal que não partiu. Há uma gente que ficou para cultivar em cada pedaço dessa pequena terra videiras, oliveiras e sobreiros. É neste Portugal que permaneceu e começa a viagem por um mundo de sabores e perfumes. Começa em Lisboa, na tradicional Praça do Comércio, onde há um espaço criado para aulas e exposições sobre o vinho e as uvas portuguesas.
Se no mundo inteiro há centenas de castas ou tipos de uva – em torno de 1,6 mil – Portugal tem 250. Cem delas são próprias para o vinho. O que distingue Portugal nesse mundo de tantos vinhos?
“Nossa diversidade tem qualidade. Pode ser um pouco confusa no início, mas se abrirem as portas ao nosso vinho vão descobrir coisas muito boas com qualidade e que é muito diferente do resto”, afirma a enóloga Martha Galamba.
Em Quinta das Lágrimas, Coimbra, o amor e a história deram origem a um vinho. Lá foi assassinada Inês de Castro, a aia que se apaixonou pelo rei Pedro I, um ancestral do nosso Dom Pedro I, que em Portugal era Pedro IV. O Pedro I deles desafiou a corte portuguesa da Idade Média e se casou com Inês.
Os nobres mandaram jogar a jovem em um poço. Quando Pedro descobriu, mandou vestir e coroar a rainha morta. Fez toda a corte beijar as mãos dela. O vinho feito nos dias de hoje celebra o amor que a morte não separou.
No caminho, estão os vinhos e as vinhas que nascem nas encostas pedregosas do Rio Douro. São as primeiras terras demarcadas de vinhos do mundo, desde 1756. Nesse local, se faz o que eles chamam de “vinhos capitosos”, ou seja, que têm a força da terra.
No Douro, as estradas cheias de curvas fechadas e subidas íngremes são o que os portugueses chamam de alcatroadas. Pois nessa terra de vinhos capitosos e estradas alcatroadas, as quintas e mansões produzem e celebram grandes vinhos.
“Não é fácil trabalhar aqui. O terreno é muito inclinado, e muitas vinhas não são organizadas. Tem de fazer muitos trabalhos à mão, é um trabalho artesanal”, explica o enólogo Francisco Olazabal.
Nossa Senhora das Uvas abençoa a antiga quinta da família Cálem, no Pinhão. Antigamente, os lagares ou tanques de pedra não tinham controle de temperatura. Agora cintas metálicas controlam todo o calor da fermentação. Um equipamento robô faz o que antigamente era feito pelos camponeses: pisar as uvas sem deixar quebrar as sementes que amargam o vinho.
Essa região, que produz vinho há mais 300 anos, descobriu que a tecnologia não substitui a tradição. Pelo contrário: elas são aliadas para produzir vinhos cada vez melhores. O Douro continua surpreendendo o mundo.
Os caminhos dos vinhos portugueses continuam no Bom Dia Brasil com os desafios da produção e do mercado internacional
Reis da navegação, os lusitanos foram para todos os cantos do mundo. Mas há um Portugal que não partiu. Há uma gente que ficou para cultivar em cada pedaço dessa pequena terra videiras, oliveiras e sobreiros. É neste Portugal que permaneceu e começa a viagem por um mundo de sabores e perfumes. Começa em Lisboa, na tradicional Praça do Comércio, onde há um espaço criado para aulas e exposições sobre o vinho e as uvas portuguesas.
Se no mundo inteiro há centenas de castas ou tipos de uva – em torno de 1,6 mil – Portugal tem 250. Cem delas são próprias para o vinho. O que distingue Portugal nesse mundo de tantos vinhos?
“Nossa diversidade tem qualidade. Pode ser um pouco confusa no início, mas se abrirem as portas ao nosso vinho vão descobrir coisas muito boas com qualidade e que é muito diferente do resto”, afirma a enóloga Martha Galamba.
Em Quinta das Lágrimas, Coimbra, o amor e a história deram origem a um vinho. Lá foi assassinada Inês de Castro, a aia que se apaixonou pelo rei Pedro I, um ancestral do nosso Dom Pedro I, que em Portugal era Pedro IV. O Pedro I deles desafiou a corte portuguesa da Idade Média e se casou com Inês.
Os nobres mandaram jogar a jovem em um poço. Quando Pedro descobriu, mandou vestir e coroar a rainha morta. Fez toda a corte beijar as mãos dela. O vinho feito nos dias de hoje celebra o amor que a morte não separou.
No caminho, estão os vinhos e as vinhas que nascem nas encostas pedregosas do Rio Douro. São as primeiras terras demarcadas de vinhos do mundo, desde 1756. Nesse local, se faz o que eles chamam de “vinhos capitosos”, ou seja, que têm a força da terra.
No Douro, as estradas cheias de curvas fechadas e subidas íngremes são o que os portugueses chamam de alcatroadas. Pois nessa terra de vinhos capitosos e estradas alcatroadas, as quintas e mansões produzem e celebram grandes vinhos.
“Não é fácil trabalhar aqui. O terreno é muito inclinado, e muitas vinhas não são organizadas. Tem de fazer muitos trabalhos à mão, é um trabalho artesanal”, explica o enólogo Francisco Olazabal.
Nossa Senhora das Uvas abençoa a antiga quinta da família Cálem, no Pinhão. Antigamente, os lagares ou tanques de pedra não tinham controle de temperatura. Agora cintas metálicas controlam todo o calor da fermentação. Um equipamento robô faz o que antigamente era feito pelos camponeses: pisar as uvas sem deixar quebrar as sementes que amargam o vinho.
Essa região, que produz vinho há mais 300 anos, descobriu que a tecnologia não substitui a tradição. Pelo contrário: elas são aliadas para produzir vinhos cada vez melhores. O Douro continua surpreendendo o mundo.
Os caminhos dos vinhos portugueses continuam no Bom Dia Brasil com os desafios da produção e do mercado internacional
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Sobre gordura, vinho e sexo!!!
Sobre a GORDURA
No Japão, são consumidas poucas gorduras e o índice de ataques cardíacos é menor do que na Inglaterra e nos EUA; em compensação, na França se consome muitas gorduras e vinhos, ainda assim, o índice de ataques cardíacos é menor do que na Inglaterra e nos EUA;
Sobre o VINHO
Na Índia, se bebe pouco vinho tinto e o índice de ataques cardíacos é menor do que na Inglaterra e nos EUA; Em compensação, na Espanha se bebe muito vinho tinto e o índice de ataques cardíacos é menor do que na Inglaterra e nos EUA;
Sobre o SEXO
Na Argélia, se transa muito pouco e o índice de ataques cardíacos é menor do que na Inglaterra e nos EUA; Em compensação, no Brasil se transa muuuuuito, bebe-se muito vinho, come-se muita gordura e o índice de ataques cardíacos é menor do que na Inglaterra e nos EUA;
CONCLUAMOS ENTÃO :
Beba , coma e faça sexo sem parar, pois o que mata é falar inglês!
No Japão, são consumidas poucas gorduras e o índice de ataques cardíacos é menor do que na Inglaterra e nos EUA; em compensação, na França se consome muitas gorduras e vinhos, ainda assim, o índice de ataques cardíacos é menor do que na Inglaterra e nos EUA;
Sobre o VINHO
Na Índia, se bebe pouco vinho tinto e o índice de ataques cardíacos é menor do que na Inglaterra e nos EUA; Em compensação, na Espanha se bebe muito vinho tinto e o índice de ataques cardíacos é menor do que na Inglaterra e nos EUA;
Sobre o SEXO
Na Argélia, se transa muito pouco e o índice de ataques cardíacos é menor do que na Inglaterra e nos EUA; Em compensação, no Brasil se transa muuuuuito, bebe-se muito vinho, come-se muita gordura e o índice de ataques cardíacos é menor do que na Inglaterra e nos EUA;
CONCLUAMOS ENTÃO :
Beba , coma e faça sexo sem parar, pois o que mata é falar inglês!
Agradecimento especial ao Blogue Meninas Malvadas: http://meninasmaldosas.blogspot.com
domingo, 10 de outubro de 2010
sábado, 10 de abril de 2010
Doces Vinhos.... ou vinhos doces...
São vinhos especiais, também chamados vinhos de sobremesa, dessert wines, pudding wines.
Sua principal caracteríistica é preservar parte do açúcar natural das uvas em sua elaboração, tornando-se doces.
É importante não confundir estes preciosos vinhos com vinhos suaves, os quais, apesar de também doces, são vinhos comuns que recebem açúcar externo após sua elaboração.
Sua principal caracteríistica é preservar parte do açúcar natural das uvas em sua elaboração, tornando-se doces.
É importante não confundir estes preciosos vinhos com vinhos suaves, os quais, apesar de também doces, são vinhos comuns que recebem açúcar externo após sua elaboração.
ELABORAÇÃO - Uvas com alta concentração de açúcar
Para elaborar vinhos doces naturais é preciso se dispor de uvas especiais, nas quais se conseguiu uma concentração de açúcar muito mais alta que a normalmente obtida ao final da maturação.
A quase totalidade dos vinhos doces é produzida com uvas brancas, geralmente do tipo aromático:Gewurztraminer, Moscatel, Muscadelle, Malvasia. Outras uvas utilizadas são a Sémillon em Bordeaux, Furmintna Hungria, Riesling na Alemanha, Chardonnay no Novo Mundo.
A quase totalidade dos vinhos doces é produzida com uvas brancas, geralmente do tipo aromático:Gewurztraminer, Moscatel, Muscadelle, Malvasia. Outras uvas utilizadas são a Sémillon em Bordeaux, Furmintna Hungria, Riesling na Alemanha, Chardonnay no Novo Mundo.
Os métodos abaixo são típicos para produzir essas uvas, alguns sendo tradição em países e regiões, principalmente na Europa:
Colheita Tardia (Late Harvest)
As uvas não são colhidas no momento pleno da maturação, como de costume em todos os vinhos. São deixadas na parreira várias semanas após a data ideal de colheita, o que ocasiona uma desidratação e o conseqüente aumento da concentração de açúcar. Este processo é originário da Alemanha onde se produzem os vinhos Spät
lese e Auslese, sendo hoje utilizado em vários países da Europa e Novo Mundo.
A maioria dos vinhos doces naturais são produzidas dessa forma, destacando-se na França os Muscat, (da uva Moscato) como o Muscat de Beaumes de Venise, Muscat de Frontignan, Muscat de Rivesaltes. Na Itália temos os Moscato d'Asti. Outros italianos são os Vin Santo da Toscana e os Malvasia (da uva de mesmo nome) da Sicilia.
Ainda no sul da França encontramos o Banyuls, um vinho doce tinto, produzido de uvas Grenache, tido pelos franceses como o único adequado para acompanhar sobremesas à base de chocolate.
Passificação
As uvas são colhidas normalmente ao término da maturação. Em seguida os cachos são deixados para secar em esteiras em galpões cobertos e arejados. Isto causa uma desidratação progressiva, num processo similar ao da produção de passas. Como resultado, a perda de água causa uma concentração do açúcar nas uvas. Este processo é utilizado na Itália, dando origem a vinhos doces chamados Passitos na Sicília e Emiglia-Romana e aos Recioto no Veneto.
Ação do fungo Botrytis Cinerea
Neste grupo destacam-se os vinhos da denominação Sauternes, em Bordeaux, os Tokaj, na Hungria, os Trockenbeerenauslese (TBA), na Alemanha.
Congelamento
Nas regiões mais frias da Alemanha, por vezes a colheita tardia encontra os frios de outono, ocorrendo o congelamento das uvas durante a noite. Essas uvas são então colhidas congeladas e imediatamente esmagadas, de forma delicada, separando parte da água da uva, que fica retida nos cristais de gelo, resultando num mosto de alta concentração de açúcar. Os vinhos assim produzidos são denominadosEiswein, ou "vinho do gelo".
ELABORAÇÃO DE VINHOS DOCES
Obtidas as uvas necessárias, com grande concentração de açúcar, procede-se ao seu esmagamento. O mosto obtido dessa uvas é muito espesso, semelhante ao mel.
O volume obtido é muito menor, devido à redução da água, resultando numa produção de pequeno volume. Normalmente as uvas uma parreira colhida na época normal produzem um litro de mosto. No caso das uvas concentradas essa produção cai para apenas um copo !
O volume obtido é muito menor, devido à redução da água, resultando numa produção de pequeno volume. Normalmente as uvas uma parreira colhida na época normal produzem um litro de mosto. No caso das uvas concentradas essa produção cai para apenas um copo !
Levando-se em conta a baixa produção, o trabalho adicional de cuidar das uvas para a concentração do açúcar e os detalhes da elaboração, compreende-se porque normalmente os vinhos doces naturais são mais caros e mais raros no mercado.
Fermentação parcial
O detalhe de elaboração que caracteriza os vinhos doces naturais é a interrupção da fermentação no meio do processo. Como as uvas possuem muito mais açúcar que o normal, se a fermentação continuasse até consumir todo o açúcar obter-se-ia um vinho de alto teor alcoólico (como os Amarone, no Veneto).
Ao interrompermos a fermentação antes do término do açúcar disponível, temos então um vinho com teor alcoólico normal (12º) e a parte restante do açúcar natural fica preservada inalterada no vinho, tornando-o doce.
Ao interrompermos a fermentação antes do término do açúcar disponível, temos então um vinho com teor alcoólico normal (12º) e a parte restante do açúcar natural fica preservada inalterada no vinho, tornando-o doce.
Os demais passos de elaboração destes vinhos são similares, até seu engarrafamento. Cabe ressaltar que, nos vinhos botritizados, a presença do fungo Botrytis inibe a ação das leveduras, podendo a fermentação levar até um ano para se completar. Isso explica a grande complexidade e beleza desses vinhos e os altos preços que podem alcançar os produtores mais renomados.
Tempo de Guarda
Por ter grande presença de açúcar, os vinhos doces resistem bastante ao tempo, continuando sua evolução por décadas e às vezes mais de um século. Os vinhos doces geralmente apresentam a cor dourada, variando de tonalidades claras e esverdeadas até o âmbar. Os tokay mais envelhecidos apresentam tonalidade âmbar-laranja.
Harmonização
Os vinhos doces são também chamados vinhos de sobremesa, devido à sua vocação para acompanhar pratos doces em geral. Para uma combinação mais fina, a variação do grau de acidez e o estilo mais aromático, austero ou complexo podem apontar para harmonizações especialmente ajustadas e criativas, constituindo uma arte especial o seu conhecimento e aplicação.
Combinações inusitadas podem surpreender, contrapondo-se a doçura do vinhos com pratos picantes ou exóticos. Uma harmonização clássica da gastronomia francesa é combinar os vinhos botritizados de Sauternes com foie gras.
O Tokaji
Merece destaque o grande vinho doce húngaro, o Tokay, ou Tokaji. Produzido na região de mesmo nome a nordeste da Hungria, este vinho tornou-se lenda há séculos por suas características ímpares de complexidade, longevidade e riqueza gustativa. Há registros de sua existência desde 1650.
O clima frio e úmido favorece a ação do fungo Botrytis (ali denominado Aszú), atacando lentamente os vinhedos de uvas Furmint e Hárslevelü.
O clima frio e úmido favorece a ação do fungo Botrytis (ali denominado Aszú), atacando lentamente os vinhedos de uvas Furmint e Hárslevelü.
Diversos tipos de elaboração foram desenvolvidos, resultando em vários vinhos diferentes. As uvas contaminadas chegam a concentrar açúcar em índices altíssimos, recolhendo-se o mosto que chega escorrer como uma pasta espessa em pequenos barris de 30 litros chamados puttonyos.
Para produzir diferentes vinhos, adicionam-se de 1 a 6 puttonyos a cada 140 litros de vinho. Os vinhos resultantes levam no rótulo a indicação do número de puttonyos utilizado, crescendo em teor de açúcar, complexidade e longevidade conforme a concentração. O Tokay Aszú Essencia é um tipo especial, o mais complexo de todos.
Antes do engarrafamento, os Tokaji envelhecem em barris por um período de 4 a 8 anos.
Antes do engarrafamento, os Tokaji envelhecem em barris por um período de 4 a 8 anos.
| Tipos | Teor de açúcar | Tempo de Barrica |
| Szaras (seco) | 0 - 4 g/l | 2 anos |
| Edes | 20 - 50 g/l | 2 anos |
| Aszú 2 puttonyos | 50 - 60 g/l | 4 anos |
| Aszú 3 puttonyos | 60 - 90 g/l | 5 anos |
| Aszú 4 puttonyos | 90 - 120 g/l | 6 anos |
| Aszú 5 puttonyos | 120 - 150 g/l | 7 anos |
| Aszú 6 puttonyos | 150 - 180 g/l | 8 anos |
| Aszú 8 puttonyos (Essencia) | 180 - 240 g/l | 10 anos |
Fonte, uns dos melhores sites sobre vinho:
http://www.academiadovinho.com.br
terça-feira, 6 de abril de 2010
Os 10 Mandamentos do Enófilo
1 - JAMAIS segurar a taça pelo bojo.
2 - Prestar atenção cada vez que tomar um vinho. Horas de copo só acrescentam experiência se você prestar atenção. Cheire, cheire e cheire.
3 - Fazer anotações. Ninguém tem memória suficiente para tudo, deixe a sua para os números de telefone mais importantes.
4 - Trocar experiências com outros enófilos. Fazer parte de grupos de degustação e fóruns de discussão também acrescenta muito conhecimento.
5 - Avisar aos amigos das descobertas de bom custo-benefício.
6 - Apresentar o maior número possível de pessoas ao mundo do vinho.
7 - Não ficar repetindo o mesmo vinho. Arrisque-se, experimente sempre vinhos diferentes, boas surpresas virão.
8 - Saber se comportar. Freqüentar degustações e salões de vinhos, mas apenas provar cada vinho. Não tenha pena de jogar o resto da sua taça fora. Salão não é boca livre de vinhos para embebedar-se e quem está ali trabalhando em pé há horas não merece ficar aturando bêbado chato pedindo mais uma dose...
9 - Vigiar-se dia e noite para não se tornar um enochato.
segunda-feira, 22 de março de 2010
VERDADE PURA...
Consta que certa noite, há muitos anos, um homem entrou com a namorada no restaurante Lucas Carton, em Paris, e pediu uma garrafa de Mouton Rothschild, safra de 1928.
O sommelier, em vez de trazer a garrafa, para mostrar ao cliente, trouxe o decanter de cristal cheio de vinho e, depois de uma mesura, serviu um pouco no cálice para o cliente provar.
O cliente, lentamente, leva o cálice ao nariz para sentir os aromas, fecha os olhos e cheira o vinho. Inesperadamente, franze a testa e, com expressão muito irritada, pousa o copo na mesa, comentando rispidamente: -Isso aqui não é um Mouton de 1928!
O sommelier assegura-lhe que é. O cliente insiste que não é. Estabelece-se uma discussão e, rapidamente, cerca de 20 pessoas rodeiam a mesa, incluindo o chef de cuisine e o gerente do hotel que tentam convencer o intransigente consumidor de que o vinho é mesmo um Mouton de 1928.
De repente, alguém resolve perguntar-lhe como sabe, com tanta certeza, que aquele vinho não é um Mouton de 1928.
- O meu nome é Phillippe de Rothschild, diz o cliente modestamente, e fui eu que fiz esse vinho.
Consternação geral. O sommelier, então de cabeça baixa, dá um passo à frente, tosse, pigarreia, bagas de suor escorrem da testa e, por fim, admite que serviu na garrafa de decantação um Clerc Milon de 1928, mas
explica seus motivos: - Desculpe, mas não consegui suportar a ideia de servir a nossa última garrafa de Mouton 1928. De qualquer forma, a diferença é irrelevante. Afinal o senhor também é proprietário dos vinhedos de Clerc Milon, que ficam na mesma aldeia do Mouton. O solo é o mesmo, a vindima é feita na
mesma época, a poda é a mesma, e o esmagamento das uvas se faz na mesma ocasião, o mosto resultante vai para barris absolutamente idênticos. Ambos os vinhos são engarrafados ao mesmo tempo. Pode-se afirmar que os vinhos são iguais, apenas com uma pequeníssima diferença geográfica.
Rothschild então, com a discrição que sempre foi a sua marca, puxa o sommelier pelo braço e murmura-lhe ao ouvido: - Quando voltar para casa esta noite, peça à sua namorada para se despir completamente. Escolha duas regiões muito próximas do corpo dela e faça um teste de olfato. Você perceberá a diferença que pode haver numa pequeníssima diferença geográfica!
Encaminhado Por Carlos Arthur Madeira.
FONTE: JORNAL ZERO HORA/ GASTRONOMIA
Consta que certa noite, há muitos anos, um homem entrou com a namorada no restaurante Lucas Carton, em Paris, e pediu uma garrafa de Mouton Rothschild, safra de 1928.
O sommelier, em vez de trazer a garrafa, para mostrar ao cliente, trouxe o decanter de cristal cheio de vinho e, depois de uma mesura, serviu um pouco no cálice para o cliente provar.
O cliente, lentamente, leva o cálice ao nariz para sentir os aromas, fecha os olhos e cheira o vinho. Inesperadamente, franze a testa e, com expressão muito irritada, pousa o copo na mesa, comentando rispidamente: -Isso aqui não é um Mouton de 1928!
O sommelier assegura-lhe que é. O cliente insiste que não é. Estabelece-se uma discussão e, rapidamente, cerca de 20 pessoas rodeiam a mesa, incluindo o chef de cuisine e o gerente do hotel que tentam convencer o intransigente consumidor de que o vinho é mesmo um Mouton de 1928.
De repente, alguém resolve perguntar-lhe como sabe, com tanta certeza, que aquele vinho não é um Mouton de 1928.
- O meu nome é Phillippe de Rothschild, diz o cliente modestamente, e fui eu que fiz esse vinho.
Consternação geral. O sommelier, então de cabeça baixa, dá um passo à frente, tosse, pigarreia, bagas de suor escorrem da testa e, por fim, admite que serviu na garrafa de decantação um Clerc Milon de 1928, mas
explica seus motivos: - Desculpe, mas não consegui suportar a ideia de servir a nossa última garrafa de Mouton 1928. De qualquer forma, a diferença é irrelevante. Afinal o senhor também é proprietário dos vinhedos de Clerc Milon, que ficam na mesma aldeia do Mouton. O solo é o mesmo, a vindima é feita na
mesma época, a poda é a mesma, e o esmagamento das uvas se faz na mesma ocasião, o mosto resultante vai para barris absolutamente idênticos. Ambos os vinhos são engarrafados ao mesmo tempo. Pode-se afirmar que os vinhos são iguais, apenas com uma pequeníssima diferença geográfica.
Rothschild então, com a discrição que sempre foi a sua marca, puxa o sommelier pelo braço e murmura-lhe ao ouvido: - Quando voltar para casa esta noite, peça à sua namorada para se despir completamente. Escolha duas regiões muito próximas do corpo dela e faça um teste de olfato. Você perceberá a diferença que pode haver numa pequeníssima diferença geográfica!
Encaminhado Por Carlos Arthur Madeira.
FONTE: JORNAL ZERO HORA/ GASTRONOMIA
sábado, 12 de dezembro de 2009
Relembrando - TIPOS DE UVA....
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